Nessa postagem vou deixar um trecho de uma animação que estou fazendo ela foi finalizada no Flash CS4 e o cenário foi pintado no Gimp 2.7, o pencil test foi visualizado no Monkey Jam.
Até que enfim tomei vergonha na cara e modelei alguma coisa no Blender, quer dizer já havia modelado muito copo, caixinha e cadeira, mas dessa vez decidi modelar um personagem.
Fazendo uns rabiscos aqui em casa bolei um personagem bem simples de ser modelado (sim é verdade se parece com mil ogros por aí, mas o objetivo era fazer algo simples e acabou saindo esse cara).
Queria utilizar o mínimo possível de faces, mas, como é minha primeira modelagem creio que criei muitas faces desnecessárias, algo que só se resolve com prática, o personagem também não ficou idêntico, mas alguma mudanças eu mesmo fui fazendo, acabei deixando ele mais forte.
Sei que existem muitos erros, principalmente com relação à anatomia, porém o que queria mesmo era treinar as ferramentas básicas, no mais faltam alguns detalhes que colocarei depois como os olhos e os dentes, deixo a seguir algumas fotos do processo.
Abraço à todos!
Artista - José Junior Modelagem Blender OS - Linux Ubuntu 11.10/ Gnome clássico Blender 2.61 Trilha sonora Steppenwolf -Lou Reed
Olá! Depois de muito tempo sem postar nada aproveito esse post para retirar um pouco da poeira e das teias de aranha desse blog e dizer que em breve postarei algumas novidades.
Hoje vou falar sobre uma ferramenta que auxilia na pré-produção de uma obra audiovisual o Celtx.
Um bom roteiro, não precisa apenas de contar a história, ele deve mostrar como essa história será produzida, mostrar que o projeto é viável, ele deve permitir uma pré-visualização de uma obra e nos guiar para sua conclusão.
Aí é que entra o Celtx, pois, ele possibilita organizar vários tipos de projeto seja uma peça de teatro, a gravação de uma cd, ou até mesmo filmes e animações.
Permite a inclusão de imagens, arquivos de áudio, storyboards, notas, vídeos, documentos além é claro de possibilitar a adequada formatação de um roteiro. É muito bom para uso como software colaborativo, pois vários membros de uma equipe podem adiconar e trocar informações sem que o projeto fique desorganizado.
O Celtx possui versões para Windows, Mac e Linux o software pode ser baixado diretamente do site e possui uma versão paga que está saindo por $9,99 que permite suporte e também alguns add-ons interessantes, mas a versão gratuita já dá conta do recado.
Aproveito para deixar o link do site Roteiro de cinema, um portal que possui muitas informações sobre roteiro e pré-produção de audiovisual.
Como vocês podem ver na imagem acima os japoneses conseguiram novamente, uniram o tradicional ao tecnologicamente avançado, o manequim high tech QUMA da empresa SoftEther é uma evolução da conhecida figura de madeira, que transporta as poses do boneco para um modelo digital.
As implicações do QUMA para a animação são muitas e abrangem diversas técnicas, vai desde uma forma de gerar poses para perspectiva a serem usadas em um desenho de figura, até a possibilidade de animar manualmente um modelo 3D digital de forma mais intuitiva do que com os velhos controladores de eixo. Isso sem contar o stop motion por exemplo que pode ser abordado de uma forma bem diferente com o boneco articulado dos japas.
No momento ainda há poucas especificações disponíveis para o QUMA, ele usa conexão USB, é acompanhado de um software da própria empresa e não possui previsão de lançamento ou preço, nada de informações sobre compatibilidade também.
Agradeço ao amigo e mula Rafael Cacique pela dica.
Recentemente, nossa professora de Cor, Forma e Composição da Imagem Digital[é um nome enorme, eu sei.] nos mostrou alguns vídeos do Simon’s Cat. Eu não conhecia e, como gostei, resolvi dividir:
Pra quem não sabe, Simon’s Cat é uma animação britânica, de traços bem simples, feita por Simon Tofield. Basicamente, é sobre um gato doméstico faminto [que não é o Garfield] e suas maneiras de conseguir o que quer.
Espero que gostem :3
Link do canal no Youtube com todos os episódios: Simon's Cat
Depois do Fim do Mundo é um trabalho de conclusão de curso de Flávio R. Moura, da UEMG. Ele até contratou dubladores profissionais, como o Nelson Machado (que faz o Quico, do Chaves). Fonte.
Para inaugurar esse espaço que pretende, sobretudo, ser ponto de encontro de uma trupe de apetites variados (portanto podem aguardar postagens sobre games, modelagem 3D, filmes, desenhos, tecnologia, projetos pessoais e otras cositas más), vou falar um pouco sobre o Pencil, como o próprio site já diz um software de animação tradicional.
O Pencil é um software de código aberto desenvolvido com a intenção de ser um software simples, sem a preocupação de rivalizar com os softwares comerciais voltados para animação profissional, mas que apresenta recursos bem interessantes.
O Pencil trabalha com bitmaps e com vetores, gostei muito das ferramentas de desenho: lápis, pincel e caneta (respectivamente, Sketch, Draw e Colouring tool), porém achei estranho o funcionamento da Polyline, que deve ser mais interessante quando utilizada com o mouse (no teste que fiz utilizei uma tablet), para correções nas linhas traçadas com a Polyline existe a ferramenta Modify curve que só funciona, é claro, nas camadas de vetor, a ferramenta de preenchimento (Fill), funciona muito bem, não perdendo em nada para suas correspondentes em softwares com grande inserção no mercado como o Toon Boom e o Flash.
A área de desenho é ilimitada, e a navegação por ela é feita com a ferramenta Move/Zoomcanvas, para selecionar o que será assistido ao renderizar o vídeo é possível adicionas camadas de câmera, com relação as camadas existe também a opção de inserir som através da Sound layer, porém não testei esse recurso.
O Pencil reconheceu sem problemas as configurações de pressão da minha tablet e possui mais algumas configurações possíveis para as ferramentas de desenho, a paleta de cores fica do lado direito e possui regulagem rápida de cores pelo sistema RGB, porém ao adicionar novas cores a paleta é possível regular também pelo sistema HSB, o uso de cores com transparência é possivel em camadas de vetor.
A interface do programa é extremamente agradável e limpa e com a área de trabalho customizável, da minha parte prefiro o modo default; pela aba timeline é possível adicionar novas camadas e quadros além de testar sua animação com os botões Play e Loop e regular o número de quadros por segundo, a timeline conta também com o recurso de Onion skin (a famosa pele de cebola indispensável para uma boa animação frame a frame), porém ele se resume a um quadro anterior e um quadro posterior.
Fiz uma pequena animação sem me preocupar com quadros chaves e intermediários, apenas fui desenhando e o resultado vocês podem ver no vídeo:
Ao exportar tive dificuldade ao utilizar o formato MOV, tive que exportar a sequência de imagens e finalizar o vídeo em outro programa, não sei se é um bug recorrente ou falta de algum codec no meu PC, também senti muita falta de atalhos para as ferramentas, como são poucas o uso de atalhos tornaria o trabalho com o Pencil muito agradável.
De uma forma geral o Pencil é um ótimo programa para animação tradicional e apesar do que dizem o seus desenvolvedores quanto ao uso profissional do programa acredito que é possível conseguir resultados satisfatórios, basta dar uma olhada na galeria do site oficial do Pencil.
Se você se interessou pelo Pencil você pode fazer o download do aplicativo que, não necessita de instalação e possui versões para Mac, Windows e Linux.
Então é isso galera, até a próxima e um abraço a todos!